terça-feira, 1 de outubro de 2013
PARTIDO NOVO !
Partido Novo
O processo de formação de novos partidos políticos, bastante abordado na mídia na ultima semana, é equivocado do inicio ao fim. É mais um exemplo da capacidade dos nossos legisladores para criarem problemas e fugirem das soluções, deixando o Brasil eternamente na condição de país do futuro.
Vejamos estes erros:
1- Há uma série de regras burocráticas e complexas para a criação de partidos políticos. A representatividade nacional, por exemplo, é uma exigência que impede o direito democrático de qualquer cidadão ser livre para se associar, montar partidos e lançar candidatos em nível municipal, estadual ou federal.
2- As regras existentes, para registro dos partidos, além de difícil cumprimento - até mesmo pelos órgãos públicos (cartórios eleitorais) - mostram-se totalmente equivocadas. Isto fica claro quando constatamos que o apoio popular ou a clareza das ideologias, das novas legendas, são irrelevantes neste teste de entrada. O que vale é o oportunismo e o famoso toma lá dá cá.
3- O cidadão, independente de apoiar ou não a ideologia dos partidos existentes, é obrigado a arcar com o custo, de um fundo partidário e do tempo de exposição destes partidos na mídia.
4- Nossos congressistas, ao perceberem que há um problema, mais uma vez buscam a solução apenas sob o ângulo que os afeta, acrescentando mais um erro ao processo. Propõem criar novas regras e restrições, para que os seus benefícios ( fundo partidário e tempo de tv) não sejam reduzidos em favor das novas agremiações.
O NOVO nasce para propor aquilo que NENHUM dos nosso representantes tem interesse em fazer:
-Simplificar as regras para criação de novos partidos. Os cidadãos devem ter o direito de se associarem livremente e criarem partidos políticos da forma que desejarem. Esta é a condição que deveria prevalecer num sistema democrático onde as liberdades individuais são preservadas.
-Extinguir o fundo partidário e tempo de televisão gratuito. É dever dos apoiadores e filiados do partido arcarem com seus custos.
Desta forma incentivamos o aparecimento de novas propostas, aumentamos as opções do eleitor, e acabamos com a criação de legendas de aluguel e da negociação financeira entre políticos e partidos, que prejudica a democracia e deixa a conta para o cidadão.
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